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Chuvas no Rio de Janeiro: Desafios e Soluções

Chuvas no Rio de Janeiro: Desafios e Soluções

Nos últimos dias, precipitações pluviométricas afetaram significativamente a Baixada Fluminense e a Zona Norte do Rio de Janeiro, culminando no reconhecimento de situação de emergência em três municípios adicionais pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional em 16 de janeiro de 2024. Este evento eleva para sete o total de municípios com estado de emergência oficialmente reconhecido pela União.

Municípios como Nova Iguaçu, Belford Roxo e Duque de Caxias continuam a enfrentar extensas áreas alagadas, ocasionando transtornos à população. Tais condições encontram justificativa em uma série de fatores, destacando-se as dinâmicas hidrológicas, especialmente aquelas associadas à bacia da Baía de Guanabara.

Persiste, ao longo das décadas, um panorama inalterado caracterizado por ocupações em leitos fluviais, infraestruturas carentes de drenagem apropriada, solos concretados, sistemas ineficientes de coleta de resíduos e esgotos, além da ausência de um planejamento estratégico. As enxurradas permanecem contidas, sem alternativas de escape.

Em dezembro de 2013, o Projeto Iguaçu evidenciava a disparidade entre o “baixo Iguaçu”, com áreas desocupadas e sistemas anticheias operacionais na época, e o “alto Botas”, onde milhares de residências já pressionavam o rio, prenunciando tragédias e perdas humanas.

A Gestão Ambiental precisa e deve ser praticada de forma séria e profissional, pois se trata de vida, da nossa permanência como espécie no planeta. É complexa, comprometedora e difícil.

Os fenômenos naturais estão cada vez mais intensos e frequentes. O aquecimento global é uma realidade e a conta já está chegando. Os tempos de racismo ambiental, intolerância e descaso precisam findar para que o nosso planeta não entre em colapso.

A solução passa por ações integradas, comprometimento e intervenções civis que tragam mais áreas verdes urbanas, promoção da economia circular em todos os aspectos, desde a gestão dos resíduos a serem recolocados na cadeia produtiva, até a compreensão coletiva de incentivo aos produtores locais, além de desenvolvimento social que vise educação, saúde, habitação e geração de renda. As pequenas ações individuais, que ocorrem no nosso dia a dia, são fundamentais para que o primeiro passo seja dado. Sempre cito aquele velho dito popular: “a palavra convence, mas o exemplo arrasta”. Seja o exemplo!!!

Por
Bruno Rodrigues
Administrador / Engenheiro Civil / Especialista em Gestão Pública.
Membro da Comissão Especial de Sustentabilidade do CRA-RJ;
Embaixador Lixo Zero Brasil.

Um comentário

  1. Taísa Silva

    🌳🐾🌊🌎 .. ♻️✅️. …🙏

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